segunda-feira, 17 de novembro de 2008

A DOENÇA DO "EU"

A DOENÇA DO "EU"

pois todos eles buscam o que é seu próprio, não o que é de Cristo Jesus. Fil 2:21
Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu,senão também cada qual o que é dos outros.Fil 2:4
Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, Filipenses 2:5
O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, 1 Cor 13:4
não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; 1 Cor 13:5


Se há uma doença que vemos se alastrando na sociedade é a doença do"EU". É comum vermos camisetas, frases proferidas em conversas entre as pessoas ou livros de "auto-ajuda" onde o lema é "Eu sou o centro da minha vida". A mensagem de Jesus confronta com essa vida voltada para o amor excessivo aos próprios bens de uma forma muito expressa: Em Jesus há um Senhor que veio conceder a SUA VIDA em resgate pelos OUTROS - Alguém que se despoja, desce, é humilhado e dá a vida pelos seus. Deus nos chama para que "aqueles que vivem não vivam mais pra si, mas para Aquele que por eles morreu e ressuscitou". (II Coríntios 5:15) É comum vermos não somente ímpios mas também cristãos que não expressam o amor de Deus porque não conseguem se libertar de si mesmos. Nós podemos falar e cantar até não termos mais fôlego, mas há uma atitude que ecoa mais do que mil palavras: Deus não ficou gritando do trono que nos amava; Ele desceu do Seu trono de Glória, se fez semelhante e, convivendo aqui embaixo, nos incluiu na Sua humilhante e dolorosa morte para dedicar a Sua preciosa vida aos outros.
Em Provérbios 17:17 há uma passagem que relata bem essa postura de olhar para o lado: "Em todo o tempo ama o amigo; e na angústia nasce o irmão". Refletindo nessa passagem verifiquei que:
1- É muito fácil amar antes da tribulação, é muito fácil amar depois da tribulação, mas complicado é amar durante e através da tribulação.
2- Todos podem amar aquele que é o inteligente, o simpático, o atraente, o bonito, o bem resolvido, o sadio, o bem humorado, o talentoso, o de bem com a vida. Não é difícil, por motivos óbvios, amar alguém assim. Mas e quando eu não estou assim? Você ainda pode me amar? Você pode "perder" tempo comigo? E quando você não está assim? Eu ainda posso amar você? Não importa a resposta pessoal de cada um, mas Cristo nos ama qualquer que seja o nosso estado emocional ou espiritual em qualquer dia, e só poderemos fazer o mesmo em relação aos que nos rodeiam através da vida dELE em nós. O que devemos observar é a comunhão com ELE para termos Cristo formado e fazermos verdadeiramente a vontade do PAI em todas as coisas,inclusive amar uns aos outros.

Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Jo 13:34

terça-feira, 4 de novembro de 2008

EXPERIMENTANDO MAIS DE CRISTO

EXPERIMENTANDO MAIS DE CRISTO

...até que Cristo seja formado em vós...Gal 4:19

Deus quer se formar em nós e não quer que nos guiemos por mais nada no mundo nem que sejamos movidos pelas circunstâncias. Seu plano de nos conquistar para Ele nos permite que estejamos no mundo, mas numa outra esfera, onde não podemos ser tocados pelas circunstâncias do mundo. O convite nos leva a uma outra região, quando cremos Deus envia a provisão para dentro de cada um. O Pai libera tudo em Cristo de forma inenarrável e o Senhor fazendo-nos entender que a circunstância não pode nos tocar independente do tamanho da tribulação ou seu grau de dificuldade. Desemprego, desilusões, brigas familiares...nada disso é maior.

Quando Paulo disse nada poderá nos separar do amor de Deus (Rom 8:39) Paulo já tinha experimentado de algumas coisas e já tinha experimentado de Cristo. A suficiência do Cordeiro se tornou maior que as dificuldades. Hoje vejo que não devemos nos preocupar em falar muitas coisas mas sim pedir ao Senhor para revelar mais, experimentar mais de Cristo. Confesso que particularmente preciso experimentar mais de Cristo. Ainda preciso crescer para que essas “outras coisas” não sejam importantes como acho que são. Eu preciso que o Senhor me convença que essas outras coisas não são mais importantes do que Ele é para mim, preciso ser convencido por Ele. Dependo do Senhor me convencer um pouco mais do que Ele é e já liberou e está dentro de mim, pois eu já cri. Às vezes a gente quer conhecer mais, mas não consegue agarrar o que conhece, tomar posse para nós.

É como a esposa que o rei tinha antes de Ester. O rei tinha dado toda a provisão para ela (esposa anterior a Ester), tudo que ela tinha era dele e vice-versa. Porém ela por estar recebendo tudo o que o rei tinha começou a fazer uma festa e esqueceu que tudo que havia conquistado era o rei que tinha dado a ela, mas ela desprezou o rei e ficou na festa.
Por vezes esquecemos que temos um Rei que está nos convidando a se alimentar, experimentar dEle, mas ainda nos prendemos aquilo que o Rei dá e esquecemos do próprio Rei.
O que aconteceu na história? O rei precisou excluir aquela esposa e escolher outra. Por vezes nos prendemos a algo mínimo e aquele pouco que temos foi Ele mesmo que liberou e que fora dEle não tem provisão, fora dEle não tem paz, não tem felicidade porque Ele é tudo isso.

Que Ele mesmo revele tudo isto para nós, que Ele é a nossa paz, nossa alegria. Que o Senhor nos ajude nesses dias a revelar isto para nós e que um dia possamos estar igual a viúva com o filho morto onde o profeta pergunta se está tudo bem e ela responde que sim. Aquela mulher tinha experimentado algo além dela, era o Senhor e é isso que precisamos experimentar também.
Precisamos que Jesus dê mais disto para nós, que convença-nos que mesmo no deserto Ele é todo nosso suprimento. Ele vai estar em cada momento nas situações mais estranhas possíveis te fazendo estar em paz, pois só nEle podemos estar bem onde não há nada em que nos segurar.

No Salmo 84:5,6 diz “Bem-aventurado o homem cuja força está em ti, em cujo coração estão os caminhos aplanados...passando pelo vale de baca, faz dele um manancial” É uma passagem que nos identificamos muito, ela não tem coerência na razão humana pois é impossível para alguém sendo espremido ver que aquilo é uma benção! Jessie Penn-Lewis resume bem o contexto e explica bem o sentido da passagem:
“As palavras ‘Salmo dos filhos de Core’ são igualmente instrutivas, porque o termo ‘Coré’ é mais ou menos o equivalente da nossa palavra ‘Calvário’, o lugar da caveira. Espiritualmente, portanto, esses ‘filhos de Coré’ podem ser chamados de filhos da cruz. Alguns dos antigos liam assim essas palavras(...). Resumindo este ponto pode-se dizer que este Salmo foi escrito para uso dos ‘filhos da cruz’ que estão passando pelo lagar no vale de Baça.
Um salmo para o vale de Baça! Um Salmo para ser cantado no lagar! Só os ‘filhos da cruz’ podem cantar no lagar, pois só eles conhecem os segredos dos caminhos de Deus: que da morte surge a vida; do sofrimento alegria, alegria celestial; do nada, a própria plenitude de Deus.”

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

VOLTANDO A ESSÊNCIA

VOLTANDO A ESSÊNCIA

Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao SENHOR... Os 6:3a

Esta parte do verso de Oséias 6 sempre toca em nossos corações. Precisamos clamar ao Senhor para que possamos avançar desta forma: conhecendo-O. A maneira mais eficiente de conhecer o Senhor é a soma da oração e conhecimento da palavra. O próprio Senhor lembra um dos grandes motivos de nossos erros motivo dos nossos erros “meu povo será levado cativo, por falta de entendimento”Is 5:13. A palavra de Deus quem revela Cristo para nós, o zelo de ler as escrituras, meditar nelas é um dos princípios para o avançar no conhecer o Senhor.

Quanto as épocas, alguns estudiosos dividem a Bíblia em 5 partes
1º- Período de Adão até Moisés – período anterior a lei
2º- Período da Lei – Moisés a Cristo
3º- Período da Graça – Aqui encontra-se a dispensação da graça, período estabelecido com a vinda de Jesus em carne e no qual vivemos nos dias atuais
4º- Período do Milênio – onde os vencedores reinarão com Cristo
5º- Período dos Novos céus e novas terras

Queria atentar para os nossos dias, o período da graça. Muitos filhos de Deus entendem que somente a salvação basta e Deus para sua obra aí, alguns pensam “agora tá bom, vou pro céu morar com Jesus, tá tudo ok já”. Qual a expectativa da nossa vida cristã. Efésios 1 nos dá uma boa resposta sobre o rpopósito eterno de Deus.

Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo...E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade...segundo o seu beneplácito, que propusera em si mesmo, de tornar a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra; Nele, digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados, conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade; Com o fim de sermos para louvor da sua glória Ef 1:3,5,9b,10,11,12a


O plano eterno de Deus está sendo executado “de trazer de volta para Cristo o que foi desordenado com a rebeldia de satanás e a queda do homem em Adão” e ressaltar que Deus nos colocou dentro desse plano e com este propósito de participar desta restauração.
Antigamente quando me perguntavam porque eu era cristão eu comentava que andava errado e Deus em tornou uma nova criatura pelo amor de Jesus...Está certo vemos e o amor de Deus nisto, mas hoje quando a pessoa me faz a mesma pergunta eu respondo “porque Deus está restaurando todas as coisas em Cristo Jesus e Ele me chamou para participar disto, eu como Cristão e servo de Deus me dá o benefício de participar do Seu plano de restauração, para a edificação da casa de Deus”.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

JUSTIFICAÇÃO PELA GRAÇA

JUSTIFICAÇÃO PELA GRAÇA

“Quando vi que não procediam corretamente segundo a verdade do evangelho, disse a Pedro, na presença de todos: se, sendo tu judeu, vives como gentio e não como judeu, porque obrigar os gentios a viverem como judeus? Nós, judeus por natureza e não pecadores dentre os gentios,”Gálatas 2.14-15

Acima sublinhei algumas palavras onde troquei as mesmas para que pudesse ficar mais claro o assunto que tenho estudado. Ficando assim: “Quando vi que não procediam corretamente segundo a verdade do evangelho, disse a Pedro, na presença de todos: se, sendo tu cristão, vives como gentio e não como cristão, porque obrigar os gentios a viverem como cristãos? Nós, cristãos por graça e não obras,” (obras estas as quais pode-se incluir: circuncisão, guardar o sábado, restrições de alimentos, tosquiar cabelo e todos os esforços humanos em guardar a lei).
Nesta mesma carta, Paulo, no capítulo 2, verso 20, diz: “logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé do Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.” Em algumas traduções, a preposição do está colocada de forma errônea, ou seja, a frase correta seria: “ ... vivo pela fé no Filho de Deus...” para testificar o que diz as Escrituras, Porque Dele e por Ele e para Ele são todas as coisas, para mostrar que até a Fé que nós temos não provêm de nós mesmos conforme diz em Hebreus 12.2 “ ...olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus...”. Porque em nós não habita bem algum.
Neste mesmo capítulo de Gálatas, no verso 16 diz: “... sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado.”
“...o homem não é justificado por obras da lei...” , de acordo com Salmos 143.2-b “... porque à tua vista não há justo nenhum vivente.”, ou seja, ninguém é capaz de guardar a lei perfeitamente, onde circunstâncias legais não mantinham um relacionamento correto com Deus e sim pela fé em Cristo Jesus. Pode-se ver um exemplo claro disto na parábola do jovem rico em Mateus 19.16-22, onde o jovem rico cumpria todos os mandamentos do Velho Testamento (obras), mas quando foi para cumprir e praticar o Novo Testamento, ele se entristeceu. Ele estava enfocado na salvação pelas obras, sabia tudo sobre religião.
“...mediante a fé em Cristo Jesus...” , às vezes parece muito vago crer naquilo que não vemos ou esperamos que vá acontecer. Muitas vezes ficamos tão perdidos na nossa carreira cristã porque as nossas orações e petições demoram em se concretizar, realizar, e as vezes isto não acontece e com isto parece que nossa fé vagueia. Parece que cremos em vão. Parece que vivemos uma vida cristã sem sentido. Por isso, é necessário o Espírito Santo que testifica em nosso espírito que a fé que nós temos não é oriunda de nós e sim de Cristo Jesus. “Bem aventurado os que não viram e creram.” João 20.29-b

GRAÇA – vocábulo grego – charis. Ato de bondade imerecido, tudo o que Deus nos deu em Cristo. A graça restaura e renova a glória perdida da humanidade. Na passagem de Tito 3.4-5: “Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com todos, não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo...” , a expressão para com todos é sem distinção conforme Romanos 3.22.
Seguindo o texto de Tito, no verso 7, tem a expressão “... justificados por graça...” e ainda em Efésios 2.8-9: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus, não de obras, para que ninguém se glorie.” E 1º Timóteo 1.9 “...Deus nos salvou e nos chamou com santa vocação não segundo as nossas obras mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus...”
Em Romanos 3.21-25 “Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus, verso 22, a fé em Jesus Cristo, para com todos e sobre todos os que crêem, porque não há distinção, 1.16-17, “..."porque o evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego, visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé...” , ou seja , a FÉ, é o instrumento e não a causa final, segundo Romanos 3.28.

Em Isaías 55. 1, “Ah! Todos vós, os que tendes sede, vinde às águas, e vós, os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei, sim, vinde comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite.” Este verso nos fala que está chamando os que tem sede pelas coisas espirituais e que o dinheiro não pode comprar a salvação, a satisfação completa. E no verso 13, “Em lugar do espinheiro, crescerá o cipreste, e em lugar da sarça crescerá a murta, e será isto glória para o Senhor e memorial eterno, que jamais será extinto.” , ou seja, o castigo é substituído pela Salvação. Amém.

Um fazendeiro certa vez andando pelas suas terras se deparou com um filhote de águia no ninho e o pegou para criar junto com suas galinhas. Passado certo tempo, o filhote cresceu. E certa vez, uma paisagista passando por aquela região, viu aquela cena onde o filhote de águia estava ciscando como galinha. E o paisagista disse ao fazendeiro que aquele filhote não era galinha e sim águia, mas o fazendeiro retrucou com uma negativa, dizendo é uma galinha sim porque vive como galinha, cisca como galinha. O paisagista disse que iria provar para ele que aquele filhote não era galinha e pegou o filhote na mão e disse: “Voa águia! Você não é galinha”, mas o filhote caiu no chão e começou a ciscar. O paisagista inconformado com aquilo convidou o fazendeiro para ir num local mais alto e fez a mesma coisa, mas o filhote não quis voar e voltou para o chão para ciscar e sempre dizendo: “Não é possível, esta ave é uma águia e porque não vive como tal?” O paisagista voltou depois de alguns meses e a cena continuava a mesma, a águia ciscando e vivendo como galinha e levou o fazendeiro para um alto de montanha e disse que iria provar que aquela ave era águia e não galinha. Chegando no cume da montanha pegou a águia no seu braço e a soltou e disse para voar, a águia bateu as asas mas quando olhou para o chão viu as galinhas ciscando e foi ciscar também. Assim, voltando ao começo deste texto, como podemos nós cristãos salvos pela Graça, vivermos como galinhas ciscando as carniças deste mundo, vivendo como este mundo, Pedro disse que somos peregrinos e forasteiros desta terra, não pertencemos aqui, Não podemos ser como os corvos que Noé soltou para procurar lugar seco mas achou carniça e ficou nelas se alimentando. Nós somos águia, a nossa Pátria está no céu, temos que viver olhando para o horizonte sem desviar nossos olhares para qualquer lado. Que Deus tenha Misericórdia de nós.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

A ESCOLA DO SENHOR II

A ESCOLA DO SENHOR II

Porque em nós não há força para resistirmos a essa grande multidão que vem contra nós, e não sabemos nós o que fazer; porém os nossos olhos estão postos em ti... assim o SENHOR vos diz: Não temais, nem vos assusteis por causa desta grande multidão; pois a peleja não é vossa, mas de Deus. Neste encontro, não tereis de pelejar; tomai posição, ficai parados e vede o salvamento que o SENHOR vos dará...Não temais, nem vos assusteis; amanhã, saí-lhes ao encontro, porque o SENHOR é convosco...Então, Josafá se prostrou com o rosto em terra; e todo o Judá e os moradores de Jerusalém também se prostraram perante o SENHOR e o adoraram...Crede no SENHOR, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas e prosperareis. II Cron 20:12b,15b,17a,18,20b

Aqui vemos claramente o resultado da escola do Senhor, um exemplo de sucesso e de prática da palavra de Deus mediante a circunstância.

Os, moabitas, amonitas e meunitas vinham guerrear contra Judá, Josafá o rei, prontamente verificou sua posição desfavorável e, ao contrário da mulher com problema no fluxo sanguíneo que gastou todo dinheiro antes de buscar o Senhor (E uma mulher, que tinha um fluxo de sangue, havia doze anos, e gastara com os médicos todos os seus haveres, e por nenhum pudera ser curada Luc 8:43) ele pôs-se prontamente diante de Jesus “Então Josafá teve medo, e pôs-se a buscar o SENHOR” II Cron 20:3a. A diferença de postura mostra que o esgotamento em qualquer território da nossa vida é por nossa causa e não por causa dEle, não é do objetivo de Deus nos esgotar como aconteceu com a mulher enferma citada, é do objetivo de Deus sim que vivamos uma vida cada dia mais em Cristo, aos pés do Mestre. Nossas forças não resultam nunca em nada, apenas nos revelam o pior de nós. Se observarmos Asafe e o Filho mais velho da parábola do Filho pródigo tem o mesmo problema. Os dois estão enfadados pois buscam a santidade em si mesmo e não no Senhor, querem cumprir coisas, tarefas e atos para achar o favor de Deus e se sentirem melhores que os outros, o que é impossível no vislumbre divino, Deus não admite obras feitas por homens com coração soberbo, Ele quer obras que vêm de um coração sincero e temente a Deus, feitas conforme Sua vontade. Comparemos os dois personagens, Asafe e o Filho mais velho.
- Asafe:
Quanto a mim, os meus pés quase que se desviaram; pouco faltou para que escorregassem os meus passos...Na verdade que em vão tenho purificado o meu coração; e lavei as minhas mãos na inocência Sal 73:2,12
Rejeitará o Senhor para sempre e não tornará a ser favorável? Cessou para sempre a sua benignidade? Acabou-se já a promessa de geração em geração? Esqueceu-se Deus de ter misericórdia? Ou encerrou ele as suas misericórdias na sua ira?Sal 77:7-9
- o Filho mais velho:
seu filho mais velho estava no campo... ouviu a música e as danças... ele se indignou, e não queria entrar... disse ao pai: Eis que te sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos Lu15:25b,28,29b

Vemos que os dois sofriam do mesmo problema, o legalismo, sentimento que nunca é aprovado na escola do Senhor. O Deus da graça não admite executivos autônomos da fé, somente os servos dependentes propostos a lançarem o bom perfume de Cristo. Por nós preferimos ser como Asafe ou o Filho mais velho, Deus precisou acabar com a força deles, assim como Ele faz com a nossa.

Josafá é um excelente exemplo de quem foi esperto e entendeu rápido “teve medo e pôs-se a buscar”. Sua atitude concatena em um versículo a oração que deveríamos sempre fazer no momento em que aparece o problema “Porque em nós não há força... porém os nossos olhos estão postos em ti”II Cron 20:12 Reconhecer a incapacidade mesmo quando se acha capaz é primordial. Por vezes precisamos de uma situação desesperadora como a de Josafá para termos esta atitude que ele teve, creio que a maturidade da fé tem muita relação também com nossa postura em relação a Deus quando aparece uma situação que julgamos que resolveremos muito bem e esquecemos de apresentá-la no altar, só a dependência total pode trazer o total sucesso.
A atitude seguinte de Josafá e do povo fala muito conosco: prostação e adoração (cf v. 18). Já vemos algo sobre isso. Esta atitude sempre vem seguida da revelação do Senhor e nunca antes, só os Filhos de Deus podem de fato adorar. Qual a revelação? A soberania e a proteção dos seus.
O resultado desta atitude sempre revela uma expressão da pessoa do Cordeiro, pois se pudéssemos resumir em uma expressão a prostação e adoração poderíamos dizer que isto quer dizer “não mais eu, mas Cristo”.
A consequência?
A vitória dos que se rendem a dependência do Senhor. Podemos observar que apesar de esperar no Senhor a solução o povo se movimenta sem medo em direção ao inimigo.
Nesta batalha não tereis que pelejar; postai-vos, ficai parados, e vede a salvação do SENHOR para convosco/Amanhã descereis contra eles... amanhã saí-lhes ao encontro, porque o SENHOR será convosco.II Cron 20:17a,16a,17b.
Parece contraditório mas é a manifestação da graça somada a confiança. Deus luta por nós e nos dá a atitude de confiar nEle e é nessa confiança que geralmente caímos e que a escola de Deus não permite reprovados. Desconfiamos mais do Deus perfeito e onipotente do que de pessoas pecadoras como nós. Tornamos em nossas mentes o amor do Pai menor que nossos problemas a medida que a angústia é maior que o descanso junto ao trono da graça. Apesar de extremamente comum isto é inaceitável, é errado e Deus precisa tirar isto de nós a começar em mim.
Que a vitória da Graça revelada em Cristo como no exemplo do povo nesta passagem seja nosso alicerce de vida.
Tendo chegado os homens de Judá à altura donde se vê o deserto, olharam (somente olharam!!) para a multidão; e eis que lá não havia mais que cadáveres estendidos por terra, não tendo podido escapar ninguém.... porque o SENHOR os alegrara sobre os seus inimigos. II Cron 20:24,27b
tende bom ânimo, eu venci o mundo Jo 16:33b

sábado, 20 de setembro de 2008

O PODER DO PERDÃO

O PODER DO PERDÃO


mas o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens, como diz o profeta: O céu é meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés. Que casa me edificareis, diz o Senhor, ou qual o lugar do meu repouso? Não fez, porventura, a minha mão todas estas coisas? Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito Santo; como o fizeram os vossos pais, assim também vós. A qual dos profetas não perseguiram vossos pais? Até mataram os que dantes anunciaram a vinda do Justo, do qual vós agora vos tornastes traidores e homicidas, vós, que recebestes a lei por ordenação dos anjos, e não a guardastes. Ouvindo eles isto, enfureciam-se em seus corações, e rangiam os dentes contra Estêvão. Mas ele, cheio do Espírito Santo, fitando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus em pé à direita de Deus, e disse: Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem em pé à direita de Deus. Então eles gritaram com grande voz, taparam os ouvidos, e arremeteram unânimes contra ele e, lançando-o fora da cidade o apedrejavam. E as testemunhas depuseram as suas vestes aos pés de um mancebo chamado Saulo. Apedrejavam, pois, a Estêvão que orando, dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito. E pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. Tendo dito isto, adormeceu. E Saulo consentia na sua morte. Atos 7:48-60


Importante é observar na mencionada passagem que Estevão viu a glória de Cristo enquanto era apedrejado - isto é num momento de intenso incômodo e sofrimento na carne. Apesar de qualquer da dor que lhe causavam clamou ao Senhor que ELE perdoasse o pecado dos agressores.

Notório é que para agir desta forma Estevão adquiriu uma maturidade espiritual devido à comunhão com DEUS - nem mesmo as dores físicas e a humilhação lhe eram incômodas, o que o fez ignorar a dor antes da morte para ainda interceder pelo pecado dos que o estavam machucando.

Interessante ressaltar a visão de Estevão já totalmente contrária à visão do homem natural, que atende compulsoriamente seus próprios interesses. Ao invés de abrir mão de si mesmo, poderia ter pleiteado ao PAI o alívio de sua própria dor, e que as pessoas parassem de agredi-lo e fossem embora para que continuasse sua vida sem maiores transtornos. Ao contrário, ele não foi egoísta, mas pediu perdão pelos outros após ver a glória de Deus – conforme Jesus em Lucas 23:33-34
Quando chegaram ao lugar chamado Caveira, ali o crucificaram, a ele e também aos malfeitores, um à direita e outro à esquerda. Jesus, porém, dizia: Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem. Então repartiram as vestes dele, deitando sortes sobre elas.

Jesus no momento de aflição da cruz orou ao DEUS PAI pedindo perdão pelas pessoas que não tinham consciência do que faziam, isto é, Jesus JUSTIFICAVA pelo seu sangue o pecado alheio. Cabe ao homem reconhecer a imensidão desta bênção e viver a vida que ELE nos concedeu nos incluindo em tal morte e ressurreição.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

A ESCOLA DO SENHOR I

A ESCOLA DO SENHOR I

E ele o quebrará como se quebra o vaso do oleiro e, quebrando-o, não se compadecerá; de modo que não se achará entre os seus pedaços um caco para tomar fogo do lar, ou tirar água da poça. Is 30:14

Começo da vida cristã, a regeneração.Geralmente estes momentos iniciais são marcados por uma demasiada euforia oriunda da novidade da vida de Cristo em nós. Neste início geralmente somos como deveríamos ser por toda nossa vida cristã neste planeta, dependentes de Deus, alegres e com pouco ou nenhum medo das coisas em geral.
Christian Chen define bem esses momentos iniciais:
“a princípio por causa da nossa fraqueza e desconhecimento da palavra o Senhor concede a Sua presença e o recém-convertido a desfruta. Porém, se vier a tornar-se dependente desta sensação, esta pessoa amará mais a sensação do que o próprio Senhor.”
Após estes momentos iniciais da carreira cristã alguns irmãos passam por um processo que S. João da Cruz chamou de noite escura da alma. O próprio Christian Chen continua o texto citado dizendo:
“às vezes passamos por um período semelhante a um túnel escuro, é como se o Senhor nos conduzisse por este túnel, não sentimos nada.”
Este processo é a escola do Senhor para nós, pois é exatamente aqui que começa o trabalho de Deus em nos moldar, pois Ele nunca começa construindo mas sempre destruindo, primeiro Ele acaba com o que não presta (nós) para podermos refletir de fato Sua vida e isto não por uma empolgação sensória, algo tátil, mas apenas pela certeza da fé.

Como se dá isso?
Neste processo Deus normalmente começa na ferida, onde dói mais, naquilo que nos dá a sensação de estarmos nos afogando e não há solução que nos permita respirar.
E ele o quebrará como se quebra o vaso do oleiro e, quebrando-o, não se compadecerá; de modo que não se achará entre os seus pedaços um caco para tomar fogo do lar, ou tirar água da poça. Is 30:14
Começa com uma sensação de vazio, não se repara a presença de Deus apesar dEle nunca nos abandonar. Quando isto começa nos oramos, nos confessamos, questionamos, por que, por que disso tudo? Pensamos que é algum atrito ou pecado não colocado diante do trono divino, pedimos perdão para nossos irmãos pelas menores e maiores coisas possíveis e pensamos que vai ficar tudo bem, mas nada acontece, na verdade tudo piora. Quando achamos que não tem mais nada para piorar algo mais trágico acontece. Aqui muitas vezes já nos afastamos de Deus, nos tornamos sarcásticos, irônicos, pessimistas. Tomamos atitudes conscientemente equivocadas com um intuito subentendido de “colocar Deus contra a parede”, quer dizer, “senão fizer isso que eu peço, peco com este corpo e vida que o Senhor salvou com tanto amor e sacrifício”. Infelizmente isto é tão ridículo quanto comum, apesar de ser uma atitude bem idiota.

Então fica a pergunta, o que devemos fazer?
Nada, pois estas trevas, esta escuridão é colocada por Deus e somente Ele pode dissipar no Seu tempo.
Quando andar em trevas, e não tiver luz nenhuma, confie no nome do SENHOR, e firme-se sobre o seu Deus. Is 50:10
Em outra versão também muito elucidativa é colocado assim
aqueles que caminham no escuro, privados de luz, confiem no nome do Senhor e contem com o seu Deus Is 50:10
Nenhuma trevas é mais tenebrosa do que esta, estas trevas não são resolvidas com uma repreensão divina como as que são colocadas por satanás. Essas trevas só podem ser dissipadas por Ele mesmo e somente quando acabarem a obra destinada a cumprirem. Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la Fil 1:6. Deus nunca desiste de nós, nenhum filho de Deus passa sem que Deus se faça entendido.

O máximo que podemos fazer é buscar e perseverar e procurar manter a alma quieta diante de Deus e confiante, Is 50:10 diz o que ocorre e dá a receita confiem no nome do Senhor e contem com o seu Deus. O próprio São João da Cruz dizia que quem está fazendo isto já está fazendo muita coisa e quem tenta fazer algo por si só está perdendo tempo.

Alguém também pode perguntar, mas por que disto, é necessário tudo isto?
Porque provavelmente é o único jeito que temos de enxergar e viver uma vida em Cristo mais plena. Não é questão de falta de poder de Deus em fazer de outro jeito, mas sim questão de coerência: Deus puro, maravilhoso e lindo não pode dividir espaço com a podridão do meu achismo medíocre e hipócrita. Neste processo Deus limpa coisas escondidas no fundo da nossa alma, Ele destrói tudo aquilo que não presta, não é apenas uma correção, mas sim uma substituição de vida plena. Jader C. M. dizia que um prédio para ser bem construído tem que primeiro ser todo demolido o antigo para que se faça um perfeito totalmente novo.

A insistência pode continuar, mas precisamos disto tudo?
Agostinho de Hipona disse: somente melhoro quando com gemidos interiores e desgostoso de mim mesmo invoco Tua misericórdia até que seja sanada minha indigência e até alcançar aquela paz que o coração soberbo desconhece.
Nunca cheio de nós mesmos podemos ir bem, Agostinho continua:
Quando confessamos nossas misérias e reconhecemos tua misericórdia para conosco manifestamos o nosso amor por ti, afim de que leves a termo a libertação que iniciaste, e deixando de ser infelizes em nós, sejamos felizes em ti.
Nunca podemos prosseguir cheios de nós mesmos, ele ainda completa:
Quando confessamos nossas misérias e reconhecemos tua misericórdia para conosco, manifestamos o nosso amor por ti, a fim de que leves a termo a libertação que iniciaste, e deixando de ser infelizes em nós, sejamos felizes em ti

Perguntar é normal, até mesmo Jesus no auge do seu sofrimento indagou “Deus meu Deus meu por que me desamparaste”Mt 27:46, porém a resposta não foi oral e sim prática, Deus não respondeu com palavras mas sim com uma cruz e muitas vezes é esta a resposta que Ele tem para nós, uma cruz, cruz de aparente derrota, mas que nos leva a vitória, a coroa em Cristo Jesus.

Há de se considerar também que numa perspectiva bíblica só produzimos vida no próximo através dos nossos sofrimentos, o Pablo bem observa que o irmão que já passou por muitas provas tem uma experiência totalmente diferente e uma capacidade de produzir vida, de abençoar o próximo com seu exemplo bem superior daquele irmão não menos importante porém menos calejado deste tratamento de Deus que exalta Cristo em nós.

Em suma Deus não abdica de revelar-Se e de nos tornar dependentes da Sua vontade, o não mais eu, mas Cristo é um processo único no espírito, mas diário na alma. Este processo é para ser vivido por fé, que também não é um sentimento, mas a base de um relacionamento com uma Pessoa.
Winkie Pratney definiu bem o que é fé:
“a fé não é algo a que nos agarramos, mas alguém que nos segura”

Que possamos perseverar e passar com alegria pela escola do Senhor